sábado, 23 de fevereiro de 2013

Luoyang, o berço do budismo na China

Longmen Grottoes - Buda e seus discípulos
  Sete horas de trem rápido (830 km) separam Pequim do nosso segundo destino na China, Luoyang, antiga capital chinesa. Optamos pelo trem pela praticidade, mas num país onde existem mais de dois bilhões de habitantes as coisas não são bem assim. A estação parecia um formigueiro humano, nunca tínhamos visto tanta gente numa sala de espera. Eram mais de mil pessoas aglomeradas em filas intermináveis e desorganizadas. Uma lotação descomunal. Quando abriram os portões de acesso aos vagões foi uma loucura, um empurra-empurra, gente com malas, mochilas, caixas... Crianças perdidas, gente gritando, uma correria absurda. A sorte é que o nosso vagão era um dos primeiros e logo encontramos nossos assentos. A viagem foi tranquila, ao lado de um avô e sua netinha de uns sete anos de idade. Os dois não paravam de comer noodles. Não trocaram uma palavra com a gente nem esboçaram sorriso algum.
 
A chegada em Luoyang foi fácil. Se comparada a Pequim, a cidade é um oásis de tranquilidade, a estação de trem é vazia e muito moderna. Apesar de não ter muita sinalização e nem informações em inglês, pegamos um táxi rapidamente e seguimos para o centro da cidade. Ficamos hospedados num hostel clássico (com bar, boa internet wifi e área comum) que encontramos no booking.com

Night Market, uma festa diária


Os quitutes chineses...


Luoyang tem cara de interior, apesar dos sete milhões de habitantes, mantém muitas características antigas e está bem longe de ter o ar cosmopolita de Pequim. Os Night Markets são imperdíveis, cheios de comidas exóticas e muita bugiganga barata. Foi a cidade onde tivemos maior dificuldade para comer em restaurantes. Absolutamente nenhum cardápio era em inglês e praticamente ninguém falava a língua. Mas então por que incluímos Luoyang na nossa lista de destinos na China?
Colocamos a cidade no roteiro simplesmente porque ela tem um dos primeiros templos budistas a céu aberto do mundo, o Longmen Grottoes ou Grutas dos Homens Gigantes, que começou a ser feito em 493 DC, ano em que Luoyang se tornou a capital do império chinês.

A 13 km do centro, existe um parque que guarda essa maravilha esculpida nas paredes de dezenas de cavernas. São cerca de 100 mil imagens de Buda e seus discípulos talhadas em mais de 1 km de paredões de pedra. Esculturas de diversos tamanhos e formatos que geralmente estão na posição de lótus – com as pernas cruzadas. Mas certamente os mais impressionantes estão em pé e têm mais de 15 metros de altura!


Os templos esculpidos na rocha


 O imponente Rio Yi completa esse cenário de tirar o fôlego. As esculturas são enormes e nada perdem para uma das maravilhas do mundo. O templo está na lista da UNESCO como patrimônio mundial da humanidade desde 2000, mas é pouco divulgado no ocidente.  A entrada no parque custa ¥ 120,00 ou cerca de R$ 40,00. Existem pacotes de excursão, mas achamos melhor ir de ônibus circular da cidade - que custa menos de R$2,00 - por nossa conta. Nas fotos que vimos na internet, durante a composição do roteiro, as esculturas não pareciam tão colossais como são. Trata-se de uma obra magnífica que merece ser vista pelo menos uma vez na vida. O alto nível cultural e social desenvolvido durante a dinastia Tang fica claro por meio da perfeição, simetria e precisão das esculturas. Segundo o governo chinês, no começo da década de 40 algumas esculturas foram roubadas e vendidas no exterior, mas desde a consolidação do Partido Popular da China, em 1949, o monumento tem sido protegido e preservado - veja aqui.




Uma dica: as esculturas também podem ser observadas do outro lado do Rio Yi, ao cruzar uma ponte. Não deixe de andar até lá!

White Horse Temple


Outro ponto imperdível de Luoyang é o White Horse Temple, considerado o primeiro templo budista da China, construído no século 1 DC. Assim como o Longmen Grottoes, fica a 13 km do centro da cidade e é fácil ir por conta própria de ônibus (número 56)  ou táxi. Está totalmente restaurado e merece a visita pela beleza e importância histórica para os budistas.

Um dos pavilhões do White Horse Temple
 Não é um lugar comercial, lotado de turistas. As fontes e jardins são lindíssimos e os pavilhões são extremamente bem cuidados pelos monges. Na entrada, as estátuas de leões míticos e de dois cavalos brancos, que levaram os primeiros monges budistas da Índia para a China, chamam a atenção dos turistas. O vínculo histórico entre os dois países asiáticos é muito forte.
 
Templo budista construído graças à parceria entre China e Índia

 Sob financiamento internacional, o projeto mais recente de cooperação com a Índia foi concluído em 2008, quando a Stupa Sanchi foi erguida ao lado do White Horse Temple como símbolo de amizade entre indianos e chineses.


Aula de dança na praça e a filosofia do corpo sempre em movimento

 
Flores, flores....
 
Luoyang é uma cidade surpreendente, ampla e tranquila para os padrões chineses. Gente do país inteiro vai pra lá só para ver o Longmen Grottoes, que se tornou um importante ponto de peregrinação. É uma cidade perfeita para quem quiser observar os costumes e o estilo de vida dos chineses. Fazer os passeios por conta própria não é fácil, mas é possível e vale muito a pena tanto pelo aprendizado quanto pela economia.
De onde viemos: Pequim, China (de trem)
Para onde vamos: Xian, China ( de trem) 


 

 
 
Luoyang, China
Hospedagem: 20 dólares/dia - Yijia Youth Hostel
Transporte: a pé, de táxi e ônibus -
Culinária : 4 dólares por prato -
Hospitalidade do povo local:
Pontos Turísticos:
Preços:
Clima Local (média 30 graus):
Fuso Horário: 11 horas a mais em relação ao Brasil
Distância Percorrida desde o último destino: 830 km
Distância Percorrida desde o ponto de Partida (Lisboa): 26.657 km
 
 Próximos posts: Xian, Guilin e Yangshuo

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Pequim, a nossa entrada na China


Jingshan Park

   Pequim é grandiosa e extremamente segura,  o lugar mais longe de casa que visitamos nessa viagem. A arquitetura moderna e o tradicional estilo de vida contrastam e fazem da cidade um destino de muitas descobertas. Uma semana pareceu pouco tempo na megalópole que impressiona pelas luzes e atrações, pela organização social e pelas largas avenidas e ciclo faixas, onde motoristas e ciclistas têm seu espaço garantido. É a prova de que grandes cidades podem sim ter uma área urbana planejada para que as pessoas transitem sobre duas rodas com tranquilidade. A cultura da bicicleta é antiquíssima e uma das marcas das ruas de Pequim. Chineses de todas as idades pedalam ou usam suas bikes motorizadas, geralmente elétricas, sem medo de serem atropelados. Para os turistas, pedalar é uma opção barata e saudável de explorar a cidade. O aluguel de uma bicicleta por 24 horas custa cerca de 15 Yuans, ou R$ 5,00. Além das bikes, nós também usamos bastante o metrô que é muito organizado, com 442 Km de malha viária urbana e 221 estações, um dos maiores do mundo. Andar de táxi na capital chinesa não é caro, mas é importante pedir para o pessoal que trabalha no hostel escrever o endereço em mandarim, para que o motorista entenda aonde você quer chegar.  Geralmente os taxistas se recusam a ligar o taxímetro, a saída para não pagar preços elevados é combinar o valor antes de entrar no carro. 
Também dá para andar de tuktuk, só cuidado com os golpes...

 
OS HUTONGS, O VELHO E O NOVO

Domingo em Pequim


O nosso hostel ficava num clássico Hutong, no bairro central de Dongcheng. Os Hutongs são ruas estreitas que lembram vilas, com casas bem baixinhas, de arquitetura simples e que mantêm algumas características do passado. Desde o século 13, quando as casas não podiam ser mais altas que os palácios dos imperadores, várias famílias vivem muito próximas, dividindo pátios e banheiros. O estilo de vida nessa parte da cidade tem jeito interiorano, sem luxo. Estreitos e longos, os Hutongs de Pequim têm casas de paredes de cor cinzenta, com portas de madeira, em sua maioria, pintadas de vermelho - cor da sorte, segundo a tradição chinesa. Com o passar do tempo, os arranha-céus tomaram o lugar de muitos Hutongs, remodelados pelo governo chinês na década passada. Restaurantes, hotéis, pousadas, salões de beleza também tomaram boa parte do espaço residencial dos Hutongs, tornando o lugar uma atração à parte, principalmente no verão. De dia, tuk-tuks, varais lotados de roupas e pedestres dividem as vielas. Durante a noite, os chineses se reúnem para comer e beber. Eles fritam vários tipos de comida no meio da rua, como se estivessem no quintal de casa. É o melhor lugar da cidade para conhecer a cultura local. A pé ou de bike, o legal é se perder pelas vielas e observar o contraste entre o velho e o novo.

A CULINÁRIA CHINESA

Iguarias do Snack Market


Os famosos dumplings


Comer na China não é nada fácil. Há muitas opções de pratos, porém não se entende nada do que está escrito nos cardápios. Os garçons não falam inglês, aliás, praticamente ninguém fala inglês na China. É difícil imaginar como tantos turistas conseguiram se virar durante os Jogos Olímpicos de 2008. A solução que encontramos foi fazer mímica e apontar para os pratos das outras mesas. Também usamos a tática de escolher aleatoriamente no cardápio e às vezes o prato vinha errado. Era sempre uma surpresa: sopas aguadas com pedaços de carne boiando, peles fritas e patas de frango ou pratos extremamente apimentados nos eram servidos. Os noodles, com vegetais ou frutos do mar nos pareceram a melhor opção. Ficamos fãs dos dumplings, espécie de pastel cozido recheado com carne ou cogumelos, e também do pato defumado, prato muito tradicional em Pequim.
Ao contrário do que imaginávamos, a carne de cachorro realmente é um prato comum, vendido em feiras de rua e restaurantes. Independente da nossa opinião trata-se de uma tradição histórica e cultural. As comidas exóticas estão por toda parte. Os chineses também comem escorpião, bicho-da-seda, morcego, cobra, cavalo marinho e muitas outras coisas que parecem impossíveis de engolir. É preciso ter coragem e estômago para experimentar essas iguarias! O Snack Market do centro de Pequim é um dos lugares mais animados da cidade, onde comidas exóticas são vendidas a preços populares. Um lugar interessantíssimo, bem comercial, que no fim de semana parece um formigueiro humano.
No meio da multidão do Snack Market


 O JEITO CHINÊS. . .
Uma grande surpresa para nós foram os banheiros de Pequim. Em praticamente todos os lugares, a única opção existente, no lugar do vaso sanitário, é um buraco no chão. Nunca tínhamos usado esse sistema. Dessa vez fomos obrigados a testar a nova opção. Foi uma experiência diferente, onde a principio parecia estranha, mas ao longo dos dias nos acostumamos e até entendemos a praticidade...
Descansando no meio da multidão


Ficar de cócoras é algo que faz parte da cultura chinesa. Para nós ocidentais pode parecer bizarro, mas é muito comum ver algumas pessoas abaixadas pelas ruas...Conversando, esperando o ônibus, ou simplesmente descansando. A relação dos asiáticos com o corpo e a maneira que eles se posicionam perante o mundo é bem curiosa. A cultura chinesa é baseada no movimento do corpo. Os idosos lotam praças e parques para praticar atividades em grupo como a peteca, a dança e o tai chi chuan, tudo isso para manter a saúde e a longevidade. Para eles, a energia tem que fluir e o corpo deve estar sempre em movimento.
Outro traço marcante da cultura são as escarradas e cusparadas em público. Na China, isso não é considerado nojento ou falta de educação. Eles escarram mesmo! Dentro do metrô, nas calçadas e até mesmo nos restaurantes, sem pudores nem vergonha. Levamos alguns dias para nos acostumar com isso. É uma característica que abrange ambos os sexos e todas as idades. Pequim é um show de luzes, som e imagem, uma cidade onde incrivelmente cada um parece mais um número e mesmo assim sabe respeitar o espaço do outro. Entre telas de Ipads e Iphones, as coisas fluem e a vida acontece.  Tudo na mais dura paz.  Sempre conectados, os chineses têm as próprias redes sociais controladas pelo governo. Facebook e Twitter são realmente bloqueados. Para entrar em blogs e nas redes sociais só instalando um programa que burla o bloqueio do governo chinês.

Passeando na Praça da Paz Celestial


 
TIANAMEN, A PRAÇA DA PAZ CELESTIAL

A névoa quase sempre presente na cidade de Pequim


Construída em 1415, durante a dinastia Ming, é simplesmente a maior praça do mundo com 440 mil metros quadrados e muita história. Um lugar de protestos pela democracia e de longos discursos do ex-líder comunista Mao Tse Tung, figura idolatrada até hoje por muita gente. A prova disso são os quilômetros de filas diárias que se formam por turistas de toda China, e do mundo, que vão visitar seu mausoléu, protegido a sete chaves e dezenas de seguranças. Estar na Praça da Paz Celestial mostra a dimensão do poder e da força da China. A ideologia socialista certamente ainda paira no ar, apesar do recente afrouxamento econômico e da ânsia da ascendente e voraz classe média, que engole produtos industrializados, de maneira superior a qualquer sociedade capitalista. A China é a prova de que os conceitos de direita e esquerda se perderam no tempo. Além do mausoléu do Mao Tsé Tung, a Praça da Paz Celestial reúne o Museu de História da China e alguns monumentos emblemáticos da cultura chinesa.  
Monumento na Praça da Paz


Mausoléu Mao Tse Tung


Como chegar: a melhor maneira é de metrô. Pegue a linha 1 e desça na Tiananmen East ou na Tiananmen East.  Uma maneira prática e mais barata que os tuk-tuks locais.  Em Pequim, a passagem de metrô custa menos de R$1,00. Dá para ir de ônibus, mas o perigo é se perder...

A CIDADE PROIBIDA

Um dos pavilhões da Cidade Proibida


A Cidade Proibida começa onde a Praça da Paz  Celestial termina, no coração de Pequim. Reserve um dia inteiro para conhecer esse lugar fantástico, construído entre 1407 e 1420, considerado o maior palácio do mundo, com cerca de 980 prédios. A cidade murada foi a casa de 24 imperadores, que reinaram por cerca de 500 anos. Ninguém, além do imperador, sua família e empregados escolhidos a dedo podia entrar nos pavilhões do palácio. O estado de conservação do lugar é impecável.


O mais legal é passear com calma pelos pátios, livremente, sem guia, observando a arquitetura, os tambores e caldeirões de bronze originais da época, e imaginar como era a vida nesse centro que foi o baluarte do Império Chinês. É bom chegar cedo. Depois das 9h a cidade Proibida fica lotadíssima de turistas. A entrada custa 60 Yuans, o equivalente a cerca de R$ 20,00.

 
JINGSHAN PARK

Em português, Jinghsan significa "montanha próspera"


O parque artificial Jingshan foi feito com a terra retirada durante a construção da Cidade Proibida e fica ao norte do palácio. Era o jardim imperial e servia de lugar de contemplação e descanso para os imperadores e sua família. Hoje é um parque turístico e de socialização de idosos, um lugar bonito para caminhar, cheio de pequenas pagodas e vegetação local, de onde a vista da Cidade Proibida e do resto de Pequim é espetacular. A entrada custa 10 yuans. Foi lá que em 1644, o último imperador da dinastia Ming, Chongzen, se enforcou e morreu. Ele teria cometido suicídio por conta de uma revolta e da pressão popular de camponeses. O local onde ocorreu o suicídio hoje é um memorial que relembra essa triste passagem da história chinesa.

A GRANDE MURALHA

Vista panorâmica de Badaling


A Muralha da China fica a cerca de 60 km de Pequim, é uma das sete maravilhas do mundo e faz jus ao título. É muito mais incrível do que imaginávamos. Parece uma serpente de pedra que contorna as montanhas. Pode ser vista da lua e foi construída por milhares de operários, para defender o império chinês de ataques inimigos, principalmente do exército mongol, vindo do norte. São cerca de 9 mil km de extensão, mas  apenas 3.7 km são abertos para os turistas. Alguns historiadores acreditam que a construção desse monstro de pedra demorou cerca de 2 mil anos, ela teria começado a ser construída dois séculos antes de Cristo.

Uma das torres de observação da Muralha

Nós visitamos Badaling, o trecho mais turístico para visitação. Não fechamos tour com agência e optamos por pegar um ônibus local, que sai do centro da cidade, para ir e voltar do passeio. Subimos a pé e descemos de teleférico, num bondinho para seis pessoas que parece uma lata velha sem manutenção. A vista de lá é maravilhosa! Também existe uma espécie de carrinho de montanha-russa para descer, mas anda muito rápido, é caro e não se tem vista alguma das montanhas nem da muralha.

 

SUMMER PALACE

O parque do Summer Palace


Outro cartão postal de Pequim é o Summer Palace, casa de veraneio dos imperadores da dinastia Qing. Infelizmente fomos num dia muito lotado e não conseguimos contemplar o lugar que é de tirar o fôlego. Milhares de turistas chineses trombavam entre si nas apertadas trilhas e caminhos do lugar, parecia saída de jogo de futebol. Mesmo assim, a beleza os templos, pontes, pavilhões e jardins compensaram o sufoco. Conhecer o Summer Palace de Pequim é essencial, mas é melhor evitar os fins de semana. Andar de pedalinho pelo lago é uma das atrações do lugar.

HEAVEN TEMPLE
Templo do século 15, usado pelas dinastias Quing e Ming

Colorido e imponente, esse templo é um dos mais bonitos da cidade, foi construído no século 15 e fica no meio de um parque, uma ilha de paz e  tranquilidade na dura Pequim. Imperdível.  Apesar do parque fechar às 21h, o Templo só fica aberto das 8h às 17h. O parque reúne muitas famílias chinesas que praticam esportes como a peteca, ginástica com fitas e dança em grupos. Há também apresentações de chineses acrobatas e outras atrações de artistas de rua. É uma festa. Lá também é possível conhecer uma árvore de 500 anos que é um dos símbolos do país, da espécie chinese jupter .
Brincando no parque...
 
LAMA TEMPLE

Lama Temple, o maior templo tibetano fora do Tibete


Buda gigante
  
O Templo Lama foi convertido para um mosteiro em 1744 depois de servir como a antiga residência do imperador Yong Zheng. Hoje, o templo é um lugar ativo de adoração e atrai gente do mundo inteiro. São vários pavilhões muito bem conservados e o mais bacana do lugar é a imagem de um Buda gigante, esculpida num enorme tronco de sândalo, de 18 metros de altura.

 
 
 
 
 
Factory 798, o bairro dos artistas chineses
 
Chinesas vão às compras...


Uma antiga área industrial do auge do regime comunista virou terreno fértil para os artistas plásticos de Pequim. Com galerias, cafés charmosos, lojinhas descoladas e restaurantes sofisticados, é um espaço dedicado à arte e design, bem agradável, de ruas largas, perfeito para quem gosta de observar obras contemporâneas, sem a tradicional censura do governo chinês. Grafites com mensagens de liberdade e esculturas surrealistas estão por toda parte. A maioria dos espaços fecha às18h e a entrada é gratuita.

para saber mais: www.798space.com
 


Show de acrobacia no Teatro Chaoyang
  
Silk Market , a 25 de março de Pequim

É um prédio de seis andares, com várias lojas que são o paraíso das falsificações. Tem de tudo: roupas, calçados, eletrônicos, souvenirs, joias e até comida. Os vendedores abordam muito os clientes e fazem de tudo para vender. Não hesite em pechinchar, certamente o preço cairá pela metade ou até mais do que isso. Tudo é muito barato, mesmo assim negocie.
 
A BALADA  É  EM HOUHAI
 
Houhai um dos lagos de Pequim



Para curtir uma caminhada, um passeio de bicicleta ou até mesmo uma boa festa numa casa noturna, um dos lugares mais legais de Pequim é a região de Houhai. Um bairro cheio de clássicas Hutongs e  de bons restaurantes com vista para o lago. É um lugar central, mais caro que o resto da cidade, porém um ponto imperdível. Fomos de bike e curtimos muito um fim de tarde por lá!!

De onde viemos: Bhaktapur, Nepal (de avião)

Para onde vamos: Luoyang, China (de trem)
 
Pequim, China
Hospedagem: 27 dólares/dia - 161 Hotel 
Transporte: a pé, de táxi, bike e metrô -
Culinária : 4 dólares por prato -
Hospitalidade do povo local:
Pontos Turísticos:
Preços:
Clima Local (média 30 graus):
Fuso Horário: 11 horas a mais em relação ao Brasil
Distância Percorrida desde o último destino: 3.200 km
Distância Percorrida desde o ponto de Partida (Lisboa): 25.827 km